BLOG DO EDU: SOBRE PROVA ORAL DE PROCURADOR FEDERAL




*Cópia de artigo postado no blog do Eduardo Gonçalves.


Segue a postagem com dicas para a prova oral do concurso de Procurador Federal.


Descreverei as minhas impressões acerca da prova oral de 2012.

A sistemática é a seguinte:
No dia da prova, todos os candidatos do turno se apresentam e respondem ao mesmo grupo de questões. Na sala de espera, alguém sorteará um envelope contendo todas as questões que serão respondidas por todos do turno. Uma forma, sem dúvida, de assegurar a isonomia entre os candidatos.
Feito o sorteio das questões, o próximo passo é sortear a ordem de arguição (ano passado foi do 01 ao 35 por turno, aproximadamente). Nesse sentido, você pode ser o primeiro, ou o último, então pode ser arguido as 7 horas da manhã ou depois do meio dia. Conclusão: leve algo para se alimentar. Fiz a prova quase 11 horas, e me apresentei no local de prova antes das 7 horas. Detalhe: não tinha levado nada para comer durante a prova (rs).
Feito isso, resta aguardar a sua vez, e essa é a hora mais nervosa. A dica é converse com seus colegas, tente se distrair, sem livro ou revisões, de preferência.
Em sendo chamado, o fiscal te conduzirá até uma sala onde, de duas uma: teremos uma banca com 4 examinadores (como foi ano passado) ou cada examinador estará em uma sala (nesse caso, o candidato será levado sucessivamente a cada uma delas- salvo engano foi a sistemática utilizada no último concurso de procurador federal de 2009/2010).
Chegando na sala, estará você, o fiscal e o examinador(es). Geralmente não há plateia. Não há também microfone, pois os candidatos ficam a uma distância razoável dos examinadores o que permite a comunicação em tom normal de voz.
Cumprimente o examinador com um simples bom dia. Nada mais. Sente-se, e encontrará na sua frente a questão a ser respondida. Isso mesmo a questão já está redigida (basta ler, e começar a responder). Se estiverem todos os examinadores em uma mesma sala, escolha a ordem que desejar, de preferência começando da que mais domina para a mais difícil (imagina o seu psicológico respondendo uma questão sobre o “tripé de bretton woods” logo no começo).
Prova oral é confiança, e confiança se adquire, em grande parte, durante a própria prova. Por isso, comece pela mais fácil. Se começar pela mais difícil, você achará até uma questão simples difícil.
E se não souber nada? A situação é muito improvável de ocorrer, afinal a fase oral é a MAIS FÁCIL do concurso da AGU (e ainda, as questões são bem amplas; se não souber um tópico, certamente saberá o seguinte). Mas na eventualidade de não saber nada, fale de tópicos relacionados, assuntos paralelos, conceitos gerais que mantém relação com o tema da questão (Ex: a dignidade da pessoa humana sempre se encaixa em vários temas, em civil utilize a boa-fé objetiva, etc).
Feito isso. Responda com convicção, mas jamais fale algo errado. Se ainda assim, não tiver nada a falar solicite que o examinador contextualize o tema, pois o principal segredo da prova CESPE é não ficar calado.
O espelho de correção é amplíssimo, e avalia desde a postura, linguagem, raciocínio jurídico até o acerto da resposta. Detalhe, cada um dos tópicos citados valem 25% da nota. Ou seja, você pode tirar 75,00 simplesmente errando a conclusão da resposta.  
Outra dica importante é que o examinador da AGU não quer ‘ferrar’ o candidato. Assim, toda e qualquer intervenção por ele feita será para majorar sua nota. Fui interrompido duas vezes, em ambas os examinadores me perguntaram coisas que eu não havia respondido e que constavam do espelho. Assim, intervenções são sempre para majorar a nota, nunca para diminui-la.
Portanto, nunca gaste seu tempo completo enrolando seu examinador. Quando fiz um curso para a fase oral a dica que me deram era gastar todo o meu tempo, pois o examinador não teria oportunidade para reperguntas (o CESPE é muito rígido com o tempo, pois serão arguidos mais de 300 candidatos em 02 dias). Não recomendo que façam isso. O ideal é deixar um tempo livre para essa ‘ajudinha’ do examinador.
E qual a melhor forma de responder? Vou dizer o que deu certo para mim:

1-      Introdução: introduzi o tema, conceituando institutos, e até mesmo repetindo parte do enunciado, mas com outras palavras.

2-      Desenvolvimento: respondi item por item, utilizando expressões como “Quanto a _____, Já no que tange _____, Do mesmo modo em relação a ____”. Foi uma forma que encontrei de fazer uma resposta fluída, e relacionar os tópicos.

3-      Conclusão: fazia um rápido resumo do que já havia dito anteriormente.

Outra dica importante é: terminada uma questão, por pior que ela tenha sido, esqueça, e vá para a próxima, pois na soma geral das notas, é muito rara a reprovação. E como eu disse, o CESPE avalia várias fatores, de modo que mesmo não sabendo NADA é possível tirar uma nota razoável.
E o que estudar até a data da prova (prevista para 22/23 de fevereiro): Eu leria os últimos informativos, e revisaria os conceitos gerais, afinal é muito feito ir para a prova sem saber conceituar o básico do básico.
Lembro que na minha prova caíram várias questões abertas, cobrando muita jurisprudência. Ou seja, se a prova é aberta, sabendo os conceitos elementares, é possível tirar uma boa nota, mesmo não sabendo o entendimento jurisprudencial ou elementos mais aprofundados sobre o tema.
Antes de tudo, o mais importante nessa véspera é TREINAR, TREINAR e TREINAR muito. Eu simulava quase todos os dias com um colega. Resultado nós dois fomos aprovados com notas excelentes. O simulado nos dá uma confiança tremenda, e ajuda muito a acertar a questão.
Dividimos o edital em itens pares e ímpares. Eu elaborava questões dos itens pares, e respondia dos itens ímpares, e vice-versa). Zeramos o edital, de modo que não fui surpreendido com nenhuma questão no dia da prova.  
Cursinho: acho que vale a pena, principalmente para ganhar confiança. Quem tiver interesse em simular, só me mandar e-mail: eduardorgoncalves@hotmail.com

Por fim, boa sorte aos futuros colegas. E mais uma vez não se preocupem, a AGU precisa muito de vocês, o que torna o índice de reprovação mínimo. 
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